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HIV e juventude – em breve, numa televisão perto de você

Existe algo mais hip para um jovem do que participar de um festival de curta-metragens da MTV? Adrenalina maior do que ter que escrever, produzir, filmar e editar esse curta em 48 horas? E desafio maior do que abordar assuntos relacionados ao HIV e à Sida num filme de três minutos?

Essa foi a proposta da segunda edição do MTV 48fest, que reuniu 30 jovens de diferentes nacionalidades em torno de uma meta comum: rodar curtas de três minutos sobre HIV em dois dias.

O festival foi parte da Primeira Conferência Internacional de Liderança de Mulheres em HIV e Sida, realizada em Nairóbi, entre 4 e 7 de Julho, e é uma iniciativa conjunta entre a MTV e o Staying Alive, uma campanha multimídia global para a prevenção de HIV e Sida.

“O 48fest é uma oportunidade que dá o poder aos jovens de usar suas próprias vozes, imagens e entendimento para educar seus colegas e o mundo em questões de HIV e Sida”, disse Georgia Arnold, vice-presidente de relações públicas da MTV Internacional.

As seis equipes participantes eram mistas. Cada grupo, identificado por uma cor, recebeu um tema, a partir do qual desenvolveu um roteiro, e cada um tinha um mentor, que ensinava aspectos técnicos como luzes e direcção.

Os temas abordados foram HIV e gravidez, respeito, sexo em troca de presentes, estigma, prevenção do HIV e violência.

“Foi uma ótima oportunidade para se aprender não só como fazer um filme como também para dividir experiências”, disse a jordaniana Tamara Abbadi, 24 anos, da Rede de Educação de Jovens. Seu time, amarelo, concorreu com o filme Respeito.

Para o ugandense Stephen Kasoma, do grupo focal para África Oriental da Coligação Global de Jovens para HIV e Sida, uma das maiores dificuldades foi conciliar diferentes perspectivas – seu time incluía jovens da Turquia, Suazilândia, Suécia e Quénia – num mesmo filme.

“Acho que conseguimos mostrar como a estratégia ABC não está funcionando. No filme se vê que o ABC é principalmente controlado pelo homem e as mulheres não têm poder de decisão”, contou ao PlusNews.

E o Oscar vai para...

Anunciado no melhor estilo Oscar, com tapete vermelho, estatuetas e um vídeo especial do rapper e produtor musical Kanye West, o grande vencedor da noite foi o filme Escolhas, do time vermelho, que retratava três jovens seropositivas, uma africana, uma asiática e uma européia, optando sobre o que fazer quanto à gravidez, como aborto ou ter o bebê.

''Hoje a comunicação salva mais vidas que médicos.''
Eunice Kapandura, de 24 anos, mentora na Associação Cristão Feminina do Zimbabwe e membro do time vencedor, acredita que debater as escolhas femininas quanto a uma gravidez inesperada foi o principal desafio de sua primeira experiência no cinema.

“Apesar de ter sido intenso, nós realmente conseguimos superar as diferenças. Hoje há uma grande ligação entre o grupo”, disse.

Segundo o director e jurado Bryan Barber, o filme “Escolhas se destacou por utilizar três diferentes perspectivas para discutir as questões acerca da gravidez e do HIV. É uma história impressionante e comovente.”

Mas mais do que ganhar o festival, a preocupação entre os jovens participantes era se certificar de que os jovens compreendem a realidade da Sida.

A equipe verde, da alemã Annete Benzinger, de 27 anos, resolveu levar o título de seu filme, Isolado, ao pé da letra. O curta retratava a vida de uma jovem e um rapaz que se isolavam cada um em sua casa após conhecerem uma moça bonita e envolvente.

Essa moça, descobre-se depois, personifica a Sida.

“Nós queríamos que as pessoas entendessem que o HIV não é algo neutro. É algo pessoal”, afirmou.

Os filmes não terão direitos autorais e serão utilizados em campanhas de prevenção pelo mundo todo. O projecto também dará origem a um documentário de 30 minutos em que os próprios cineastas mirins serão os protagonistas.

Todo esse material será transmitido por MTVs no mundo inteiro no Dia Mundial da Sida, em 1 de Dezembro.

Para Peter Piot, diretor executivo da Onusida e um dos jurados, vencedores ou não, todos os filmes foram obras-primas. “Hoje a comunicação salva mais vidas que médicos”, disse. “E vocês serão um instrumento para a luta contra HIV e Sida.”

Para ver os filmes acesse www.staying-alive.org.

ll/ms


This article was produced by IRIN News while it was part of the United Nations Office for the Coordination of Humanitarian Affairs. Please send queries on copyright or liability to the UN. For more information: https://shop.un.org/rights-permissions

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