Um plano de ação com dez pontos para estimular o papel de liderança de mulheres e jovens na luta contra o HIV e a Sida foi o primeiro resultado concreto da primeira Conferência Internacional de Liderança de Mulheres em HIV e Sida, realizada na semana passada em Nairóbi, Quénia.
Baptizado de Chamado para Ação Nairóbi 2007, o plano identificou estratégias para assegurar envolvimento significativo de mulheres nos processos de tomada de decisão; promover igualdade e direitos humanos, a segurança sexual, física e psicológica de jovens e mulheres; promover sua saúde e direitos sexuais e reprodutivos; aumentar o acesso a educação, segurança económica e outros recursos, como o direito de possuir e herdar propriedades.
Bisi Adeleye Fayemi, do Fundo de Desenvolvimento das Mulheres Africanas (AWDF, em inglês) ressaltou que tão importante quanto sair da conferência com diretrizes para ação, é o próprio fato de ter sido a YWCA a convocar ela.
“É ótimo ver uma organização enorme como a YWCA colocar o HIV e a Sida como prioridades”, disse.
A YWCA agrupa 25 milhões de mulheres no mundo inteiro.
Zawadi Nyong’o, da Associação dos Direitos Femininos em Desenvolvimento (AWRD, em inglês), também considerou a conferência como um fórum privilegiado, mesmo que por um preço estimado de dois milhões de dólares.
“Não se pode subestimar o poder das conexões pessoais, de perceber que temos situações semelhantes em regiões diferentes. Nós precisamos de um espaço apenas para mulheres”, disse.
Aproximadamente 1,800 mulheres de 95 países participaram do evento.
O envolvimento dos homens no combate à doença também foi considerado crucial no sucesso do Chamado para Ação.
“Não há homens suficientes tomando a responsabilidade de se submeter ao teste e viver de maneira responsável, e esse tipo de comportamento compromete a luta contra a doença”, disse a vice-presidente da África do Sul, Phumzile Mlambo-Ngcuka.
Ela acrescentou que “a resposta ao HIV não será ganha se os homens não subirem a bordo, já que eles são igualmente afectados e infectados.”
A tónica da conferência foi de entusiasmo, convívio e energia para lutar pelos direitos da mulher como elemento central da estratégia contra a Sida.
“Muitas mulheres levarão essa inspiração com elas para casa”, disse Maire Bopp Allport, activista das Ilhas do Pacífico e a primeira pessoa a tornar pública sua seropositividade na região.
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